roberto fernandes


Gol de Schwenck contra o Vasco

Reação do Figueirense é notável

 

Após a partida contra o Vasco, nesta terça-feira, o torcedor alvinegro pode bater no peito, com verdadeira esperança, e afirmar que tem um time que, sim, está entre os mais cotado a subir para a elite – o que tem grande chances de acontecer. A realidade do Figueirense sofreu uma reviravolta impressionante desde a chegada de Márcio Araújo, antes do técnico chegar e até mesmo após a derrota para a Portuguesa em sua estreia, o Figueira estava distante do G4, a torcida desacreditada e a mídia praticamente descartando a ascensão do alvinegro. Até que então, com uma mudança inacreditável de postura. Neste post farei uma análise de quais são os motivos desta mudança do alvinegro.

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No dia 27 de junho, no caso neste sábado, teremos o jogo mais esperado do ano, contra a equipe mais tradicional da Série B.

Mas não é por isso que o jogo é tão importante. Disputaremos, mais uma vez, uma partida de seis pontos contra um candidatíssimo à subida para a primeira divisão. Muito apontam o Vasco, inclusive, como o principal time favorito ao título da Segundona.

Além disso, vimos de uma vitória contra o Paraná que recoloca o nosso time na luta e, para consolidar essa redenção, nada melhor que uma vitória contra o poderoso Vasco. Esta seria uma maneira mais do que clara que o Figueirense, sim, veio para subir. Sem contar que não podemos deixar que os adversários diretos somem pontos em nossos domínios, como fez a Lusa e o Guarani.

Para isso os blogueiros alvinegros convoca você, alvinegro, para participar desta batalha contra a forte equipe do Vasco. A vitória, mais do que nunca, é importantíssima e para ela vir o Figueira necessita da sua presença no estádio, apoiando e incentivando os jogadores.

NOTAS DO FIGUEIRENSE

Será que, pela primeira vez na Série B, o Roberto Fernandes botará uma formação igual à de outro jogo? Claro que a culpa não é do mesmo, haja vista que pela primeira vez teremos todos os jogadores a disposição. Repetiremos o 4-4-2 com Pedrinho e Fernandes na meia? Difícil afirmar e para ser sincero não sei se seria a opção mais correta. É uma situação muito difícil a de RF. Podamos o apoio integral dos bons alas transformando os mesmos em laterais no esquema 4-4-2 ou liberamos os dois utilizando três zagueiros e, com isso, perderemos um meia ou até mesmo um volante? Ao utilizar dois volantes, eu optaria por Paulinho que tem uma visão defensiva mais acentuada que Alê.

Utilizar um 3-5-2 sacrificando Pedrinho? O meia enfrentará o clube que o revelou. Pedrinho estará com fome de bola. Não seria irresponsável tirá-lo justamente nestas condições? E mantendo o jogador em campo, tiraríamos um dos volantes deixando apenas Roger na marcação? Não ficaria sobrecarregado com meias como Léo Lima, Alex Teixeira e Carlos Alberto pressionando? Difícil…

E Toninho? O jogador era o homem da confiança de RF na zaga. Com as boas partidas de João Filipe e o xerife Régis querendo manter uma boa sequência, quem sairá? Acho que esse é um dos pontos que reforça a escolha do técnico pelo 3-5-2. Lembrando que Rafael Lima, dispensado, está fora do Figueira e Perone está lesionado. Carlinhos e Dieyson devem reforçar o banco.

Será que Roger voltará a atuar de salto alto? Sua última partida foi boa, mas contra Atlético-GO o jogador achou que era Beckenbauer. Queria sair com estilo da defesa e acabou, de maneira preciosista, originando chances claras de gol para o adversário. Também perdeu um gol claro tentando inventar. O capitão é um volante muito bom mas tem que botar a cabeça no lugar. Por que falo isso? O jogador sofreu forte assédio de um clube italiano e pode estar de malas prontas para o exterior.

De certezas tenho duas: o Figueirense complicará a vida cruzmaltina com as bolas paradas e o craque Fernandes estará em campo. Roberto Fernandes treinou bastante, durante a semana, esta jogada e alguma novidade acerca de jogadas ensaiadas devem pintar. Lembrando que o Figueirense tem uma bola aérea muito boa. Já Fernandes, que ditou um novo ritmo ao alvinegro na última partida, volta a campo neste sábado – outro atrativo para o torcedor.

O Figueirense vai para esta partida com quatro jogadores pendurados. São os casos de Wilson, João Felipe, Anderson Pico e Rafael Coelho. A não ser Pico, todos os outros são pilares importantíssimos na espinha dorsal do time alvinegro e não poder contar com qualquer um dos três contra o Bahia, fora de casa, seria muito ruim.

NOTAS DO VASCO

O Vasco está há mais de sete horas, dentro de campo, sem marcar gol. Tentando quebrar um jejum de quatro jogos sem vitórias, os cariocas que eram taxados, no ínicio do ano, como uma possível segunda edição do Corinthians de 2008, tentam arrancar uma vitória que não veio desde que foram eliminados da Copa do Brasil com um time muito ofensivo. Roberto Fernandes havia salientado no início da Série B que o Vasco nem de longe teria a facilidade do time paulista e mostrou estar certo. Lembrando também que o Vasco tem a melhor defesa da competição, levando apenas três gols, todos na partida contra o Paraná em que muitos titulares foram poupados.

Enquanto Figueirense tem quase nenhum desfalque, Dorival terá muitos, alguns na zaga. O bom zagueiro Gian, um dos únicos que se safou da fraca campanha do Ipatinga no ano passado, está machucado e Titi, ex-Náutico, após um certo desconforto entre ele e o técnico Dorival Júniro, volta a equipe em que era titular, com sede de jogo. Vilson, titular, formará a zaga junto com ele.

Com dois volantes e dois meias, o Vasco vem ofensivo em um 4-4-2 ousado. Com laterais ofensivos, volantes marcadores mas que sabem sair para o jogo, como Nilton, e dois meias de muito poder ofensivo, Alex Teixeira, que pode cair no ataque, e o encrenqueiro Léo Lima, o Vasco vem para cima. É uma faca de dois gumes. Por um lado temos que nos precaver na marcação e por isso temo apenas um volante. Por outro nossos contra-ataques de velocidade, puxados por Roger, João Filipe, Lucas, Egídio e Rafael Coelho, tornam-se fulminantes.

No ataque uma formação inédita: Carlos Alberto e Robinho. Com os desfalques das principais forças ofensivas vascaínas – Pimpão, maior goleador do Vasco no ano, machucado e Elton, o homem de referência na área, suspenso pelo STJD, Dorival Júnior adiantará CA e estreará a promessa Robinho. Outro jogador que poderá entrar em campo é Alex Teixeira. Philippe Coutinho estará no banco. Achei isso excelente, haja vista que Pimpão não atuará e Carlos Alberto perderá um pouco de seu poder criativo que tanto vem dando certo no Vasco da Gama. O ataque será bastante agudo, de velocidade e habilidade.

Paulo Sérgio, ex-Figueirense, e o bom jovem Ramon aprontam bastanta nas laterais. Paulo Sérgio costuma encomodar na bola parada e, como a Prancheta do Bottós afirmou: “ficou muito mais sólido depois de sair do Figueira”. Do outro lado, Ramon está se destacando tanto que, logo, pode sair da Colina. É bom esperarmos uma briga intensa nas laterais.

Dorival Júnior conseguiu um efeito suspensivo e conseguirá guiar os cariocas no banco de reservas. O treinador havia sido punido pelo SJTD por ofensas ao árbitro mineiro André Luiz Martins em São Januário contra o São Caetano.

DADOS DO CONFRONTO

O jogo deste sábado é o vigésimo na história contra a equipe vascaína. Foram 15 jogos pelo Brasileiro, quatro amistosos e uma partida pelo Triangular Imprensa. A vantagem no total é dos cariocas com sete vitórias, 10 empates e três derrotas. Todavia, o Vasco está há três anos sem vencer o Figueira. O último triunfo cruzmaltino foi em 2006 em um jogo pra lá de roubado – Schwenck estava naquela partida e marcou – com aquele gol contra infeliz de Vanderson.

Em 2007, dois empates e, em 2008, duas vitórias do Figueirense. O jogador que mais fez gols contra o Vasco é justamente um ídolo do vasco – Edmundo que marcou três vezes naquele fatídico 5 a 1 em dezembro de 2005. Paulo Sérgio, hoje no Vasco, foi o jogador que mais enfretou seu atual time com a camisa alvinegra ao lado de Bilu. A última partida entre os dois times foi em 4 de outubro de 2008 com uma goleada do Figueira por 4 a 2 em pleno São Januário.

SECAÇÃO ALVINEGRA

De agora em diante teremos uma nova seção no Prognóstico em Preto e Branco – a secação alvinegra. Nela selecionaremos as partidas mais importantes do alvinegro na rodada, analisando quais são os resultados mais favoráveis ao alvinegro e você, torcedor, fará a sua parte: secará para facilitar nossa subida rumo à Série A.

Para estrear esta seção de maneira sucinta, vamos aos jogos que já aconteceram e suas análises:

Jogos da terça-feira:

  • Ipatinga 0 x 1 Fortaleza: Os nordestinos fizeram um favor ao Figueirense ao vencer o Ipatinga, candidato à Serie A. O time mineiro continua na nossa frente, mas basta um empate para passarmos.
  • América-RN 1 x 2 Ponte Preta: O melhor resultado seria um empate, com ele poderíamos passar das duas equipes de uma vez só com uma vitória simples. Mas pelo menos o América não ganhou, senão distanciaria por demais.

Jogos de sexta-feira:

  • Guarani 1 x 0 São Caetano: O bugre mostrou que é um candidato sério. Será que é cavalo paraguaio? Se for será um excelente enganador, pois acaba de bater recorde com a melhor arrancada de toda história da Série B. Pegou o São Caetano, que é uma baba. Caso o azulão vencesse os índios não se distanciariam tanto na ponta da tabela.
  • Juventude 1 x 1 Vila Nova: O empate foi um bom resultado. O Vila Nova não poderia vencer, senão ficaria inalcansável nessa rodada e o Juventude não pode começar a crescer pois é time de chegada.

Jogos de sábado:

  • Duque de Caxias x Bahia: EMPATE. Caso ocorra uma vitória de qualquer um dos dois, nem com vitória os passamos. Senão basta vencer que passamos os dois de uma só vez.
  • Bragantino x Portuguesa: EMPATE ou VITÓRIA DO BRAGANTINO. O melhor seria um empate, para que nenhum dos dois suba muito. Todavia, o pior resultado é a vitória da Lusa, caso ocorra não a ultrapassamos na rodada.
  • Atlético-GO x ABC: VITÓRIA DO ABC. Qualquer outro resultado e o Atlético-GO torna-se inalcansável. Difícil, mas vamos secar!
  • Paraná x Brasiliense: VITÓRIA DO PARANÁ. É um resultado que acho bem possível. Mesmo com isso não passaremos o Brasiliense mas é bom para deixá-lo perto na pontuação, eles tem 14 e nós 10.

Caso ocorram estes resultados e o Figueirense vença o Vasco por qualquer resultado terminará a oitava rodada na quarta colocação – no G4. Lembrando que, em verde, estão os jogos em que o resultado deve ocorrer para que o Figueirense possa terminar a rodada no G4.

Para motivar o torcedor alvinegro, nada melhor que a supracitada goleada por 5 a 1 do Figueirense, com um show de Edmundo, em 2005. Bom jogo, torcedor alvinegro!

ps: Fazendo uma homenagem à lenda do pop, Michael Jackson, que nos deixou nessa semana e que agora está do lado de ícones da história da música como Elvis Presley, Jim Morrison, John Lennon, George Harrison, Frank Sinatra, Jimmy Hendrix, Janis Joplin, Ian Curtis entre outros, posto aqui um clip do mesmo demonstrando que, sim, ele tinha uma pontinha alvinegra: Black or White – Michael Jackson. Roberto Carlos usa azul e branco? MJ usava preto e branco.

PONTOS NEGATIVOS

  1. O rendimento abaixo da média dos destaques do time. Wilson, o melhor jogador do elenco alvinegro, falhou justamente no momento crucial do jogo – quando já tínhamos marcado o primeiro a reação era eminente. Rafael Coelho, artilheiro até então da Série B, perdeu um penalti que conquistaria um ponto heroico. Roger perdeu várias bolas no preciosismo, inclusive uma que gerou o terceiro gol do Atlético, além de ter inventando quando o correto era emender uma bomba para o gol e empatar o jogo. Até João Filipe e Lucas, revelações do alvinegro, foram muito abaixo do que podem produzir.
  2. A questão emocional do time. Como já falei em outros comentários, o Figueirense fica completamente perdido quando sofre uma revés. Foi assim contra a Lusa ao levar o segundo gol, contra o Guarani – após o tento do Bruno Aguiar -, e ontem após levar o primeiro. Antes disto o time estava organizado e tentando criar algo, após foi um desastre. Pelo menos, pela primeira vez, voltamos mais concentrados e muito bem em campo para o segundo tempo, todavia o ímpeto foi cessado com o frango do Wilson. Falarei sobre isso mais para a frente.
  3. O esquema 4-4-2. Daqui a pouco perco as contas de quantas vezes questionei esta formação no Figueira. Não dá certo! Os laterais são muito ofensivos e deixam um corredor, apenas os dois zagueiros lá atrás não dão conta, ainda mais Perone que só rende no 3-5-2 por ter uma maior proteção e proximidade. O excesso de volantes e a escassez de meias não dá certo. Totó não rende nem no ataque nem na proteção. Alê não é muito efetivo em ambas as coisas, sendo um pouco melhor no apoio mas não é o cara da ligação. Roger, recuado, ajudou menos ainda por estar em uma tarde ruim. Pedrinho ficou isolado pelo lado do campo enquanto apenas Egídio lutava para armar alguma coisa. Assim não dá!
  4. A falta de criação do time. Já falei acima, mas vale a pena relembrar – Pedrinho isolado com Alê sendo o homem de ligação zaga-ataque não dá certo! Para o blog, Paulinho e Roger seriam uma melhor dupla, por seres consistentes na defesa e melhorarem tal ligação com uma boa qualidade, de Paulinho no passe e de Roger na arrancada. Assim Pedrinho teria de quem receber a bola e, somando o apoio dos dois laterais, teríamos uma criação excelente – no papel é claro, nada é tão simples.
  5. Os corredores nas laterais. Que Egídio e Lucas são muito voluntariosos e pouco efetivos na defesa é fato. São alas e não laterais. Com dois zagueiros, ainda mais dois lentos como os utilizados sábado, fica um deus-nos-acuda! Totó é péssimo na proteção e comete muitas faltas, mesmo caindo para proteger o lado esquerdo aberto por Egídio, e Alê é mais ofensivo. O lado que era da jurisdição de Roger até foi melhor protegido nas subidas de Lucas. Com três zagueiros e dois volantes bons na defesa e que sabem apoiar satisfatoriamente – o caso de Paulinho e Roger – o time, espero, deve melhorar.

PONTOS POSITIVOS

  1. Fernandes de volta! Sim, depois de três anos, lá está ele! Não vou iludir a todos e afirmar que Fernandes mudou o jogo da água pro vinho, não serei cego nem exagerado, mas deu uma boa cadenciada no jogo, um toque de maior qualidade e, acima de tudo, demonstrou seu amor pela camisa alvinegra. Não acho que o mesmo deve jogar o jogo inteiro, com certeza não, pois está visivelmente fora de ritmo ainda, mas para o segundo tempo quem deve entrar em campo é alguém de maior velocidade e não de qualidade como Fernandes. Deve ser lançado aos poucos. Espero que ele os demais jogadores demonstrado toda a sua superação e amor pelo Figueira.
  2. A reação no segundo tempo. Apesar de freada pelo frango do Wilson, fazia tempo que não via o Figueirense buscando alguma coisa apesar de começar com um resultado adverso. Geralmente o time fica apático e facilmente batido – foi assim no primeiro tempo todo após levar o primeiro gol. Desta vez, do intervalo, voltamos com raça e disposição. Creio que se Wilson não engole aquela poderíamos ter vencido o jogo, mas foi uma ducha de água fria em todos.

AVALIAÇÃO INDIVIDUAL

  1. Wilson: quando o nosso goleirão não atua bem em um jogo quer dizer que o time todo foi muito abaixo da média e foi exatamente o que aconteceu. Apesar do frangaço que, sim, interferiu diretamente por ser em um momento crucial, Wilson fez alguns dos seus milagres para tentar compensar o erro. Não deixou de ser um goleiro espetacular e não merece crítica.
  2. Lucas: o jovem talento alvinegra pela segunda vez consecutiva não atuou como nas últimas partidas. É uma realidade, pois estava atuando bem sendo o destaque do time a algum tempo, mas neste último jogo foi pouco acionado e quando teve a bolas nos pés não foi tão eficaz. Atuou abaixo da média.
  3. João Filipe: o zagueirão deu uma baita arrancada no primeiro tempo, tem qualidade, mas fez uma apresentação também abaixo da média. Cometeu erros bobos e faltou aquele bicão em alguns momentos.
  4. Bruno Perone: o jogador mais criticado de 2009 não atuou bem, mas ficou, ao meu ver, de igual para igual com João Filipe. Salvou algumas chances claras de gol, mas foi responsabilizado por dois dos gols adversários. Não vi desta maneira, no primeiro gol a culpa não foi sua, no segundo poderia ter cortado a bola de cabeça, todavia não foi um erro eminente. Não é o jogador para ser titular, não é bom jogador, mas está sendo o pára-raio do time. Qualquer coisa, para a torcida, é culpa do Perone.
  5. Roger: outro dos destaques que não atuou bem. Arrisco a dizer que fez sua pior participação com a camisa alvinegra juntamente do jogo contra a Ponte Preta na Copa do Brasil. Foi preciosista em alguns lances, tanto na defesa quanto no ataque, o que deixou a torcida irada. Falhou no lance do terceiro gol e poderia ter empatado o jogo em um lance. Precisa botar a cabeça no lugar, entretanto devemos reconhecer que é um jogador acima da média e que, sim, é titular absoluto na posição de segundo volante.
  6. Egídio: foi um dos melhores em campo pelo lado alvinegro. Fez uma partida inferior à contra o Guarani, devido a atuação cretina do time inteiro. Por tentar demais, ter muita personalidade e não se esconder do jogo, cometeu alguns erros. Bem no apoio, correu o campo todo e em garantindo sua titularidade, todavia ganha muitas bolas nas costas, tamanho seu ímpeto ofensivo.
  7. Luciano Totó: o volante fez uma partida péssima. Até agora não mostrou muita qualidade – não é rapido, não sabe dar o bote corretamente e erra muitos passes. Seu lado de proteção da zaga, o esquerdo, foi por onde surgiram as principais chances do time goiano. Paulinho é superior a ele e, para a posição de zagueiro, sou mais Carlinhos.
  8. Alê: novamente não foi bem. Como Roger não estava em uma boa tarde, ficou em seus pés a criação do time com Pedrinho deslocado como se fosse um ponta pelo lado esquerdo e Alê já mostrou que não é a dele. Roberto Fernandes precisa ver que esse não é o caminho. Pelo menos começou a jogada para o segundo gol.
  9. Paulo Sérgio: o garoto mal tocou na bola e fica difícil uma avaliação.
  10. Pedrinho: tentou mais que nos demais jogos, fez a segunda melhor partida com a camisa do Figueirense, apenas inferior a sua estreia, mas mesmo assim está longe do ideal. Ficou isolado e precisa ter mais a bola em seus pés na frente da área e não deslocado para a lateral, como um ponta. Como o mesmo falou, precisa de uma sequência, mas até agora não correspondeu o investimento. Ainda quero ver mais jogos do experiente jogador para tecer uma opinião definitiva.
  11. Rafael Coelho: foi, juntamente de Egídio, o melhor jogador em campo pelo lado de Santa Catarina. Fez praticamente toda a jogada do primeiro gol e sofreu o pênalti graças à sua qualidade. Infelizmente, apesar de não ter batido mal, perdeu a cobrança.
  12. Schwenck: apesar das constantes críticas, novamente marcou vindo do banco. Parece ser o elemento surpresa do time, pois quando vem da reserva marca. Schwenck faz gol e isso ninguém pode negar, pena perder outros tantos. Porém, neste jogo foi muito bem.
  13. Fernandes: a esperança alvinegra, depois de 13 meses afastado, finalmente voltou ao time. Entrou e deu uma maior tranquilidade e cadenciada na equipe que estava indo para o abafa. Apesar da notada falta de ritmo e lentidão, mostrou aquela qualidade no passe e raça. Força meu guri!
  14. Clodoaldo: a grande maioria o critica, mas não vejo meios para tal. O jogo dele é dentro da área, lá sabe marcar, mas novamente não teve chances.

Roberto Fernandes: 4-4-2 não da Roberto! Desiste! Muito menos com Totó caindo pelo lado da defesa! Perone, infelizmente, foi o zagueiro a ser utilizado na falta de Toninho, Régis e Roger Carvalho, mas espero que, com todos em condições, seja banco – mas ele não rende com dois zagueiros! Pedrinho tem que ficar mais centralizado, com as jogadas de ataque passando pelos seus pés, vindas de trás com Paulinho, que tem qualidade no toque e Roger – só que com a cabeça no lugar. Não vejo que errou tanto como na partida contra o Ceará e a contra a Lusa, mas tem que parar de insistir com o 4-4-2! Porque os resultados não vieram e com as invenções nas partidas supracitadas, RF está perdendo a credibilidade com a torcida.

Vou fazer apenas uma análise rápida do jogo de terça-feira aqui no blog.

PONTOS NEGATIVOS

  1. A invenção de Roberto Fernandes. Novamente o técnico alvinegro inventou moda desta vez lançou Alê, que nada rendeu, de camisa 10. Após isso, quando Luciano Totó lesionou-se, todo esperavam Kássio ou até Pedrinho, mas Clodoaldo, mais um atacante de área em um time sem armação.
  2. A supracitada falta de criação no time. Nosso técnico inventou moda e quem sofreu foi o setor criativo no time. Alê, pela segunda vez – já havíamos levantado esse tópico na avaliação do jogo passado – nada rendeu nesta posição, no segundo tempo Schwenck, que sabemos que não é um primor com a bola nos pés, acabou sendo deslocado para o setor criativo – não podia dar certo. Com a entrada de Clodoaldo, que é atacante de área, a deficiência criativa foi evidenciada, pois o próprio jogador que não se dá bem com as bolas nos pés tinha que voltar para buscar jogo e com isso o torcedor que usa mais do emocional acabou criticando-o muito. Foi tão salientada que o segundo gol foi fruto da criação de um zagueiro.
  3. O péssimo gramado. Está longe de ser levantado como motivo da derrota, mas que foi um martírio foi. Acabou lesionando seriamente Totó o que mudou o esquema de jogo do alvinegro muito cedo. Devemos nos acustumar, sofreremos com isso a Série B toda.

PONTOS POSITIVOS

  1. A defesa do Figueirense. João Filipe mostrou ser uma grata surpresa e que merece a titularidade, Toninho não comprometeu e Rafael Lima comportou-se bem. Ainda temos Roger Carvalho a estrear que sela uma boa briga no setor defensivo. Finalmente estamos bem nesse setor.
  2. A comprovação do 3-5-2. Tal esquema tático mostrou-se, novamente, ser o ideal para o Figueira. A defesa ficou muito mais segura, assim como a saída de bola, dando liberdade para Lucas, Roger e até para as arrancadas de João Filipe. Faltou um homem de criação e ligação, Alê nunca deu certo ali.
  3. As qualidades individuais do elenco. Não posso deixar de citar tais qualidades – os três destoaram no jogo. Roger muito bem na saída de bola, já havia feito bom jogo contra a Lusa e finalmente foi utilizado onde rende mais, diferente do último jogo. Rafael Coelhe é o artilheiro isolado e está comendo a bola nesse início de competição. Lucas já é uma realidade e mostrou que foi um desfalque tremendo no último jogo. Até João Filipe já foi citado no ponto anterior. O Figueirense começou vencendo por 2×0 graças às qualidades individuais.

ANÁLISE INDIVIDUAL

  1. Wilson: desta vez não foi unanimidade. Saiu algumas vezes mal do gol e não foi bem como sempre. Tem muito crédito ainda.
  2. Lucas: novamente jogou muita bola. É a maior revelação do Figueirense deste ano. Fez grande passe para o primeiro gol e era a única fonte de criação do Figueira, sobrecarregado.
  3. Rafael Lima: não comprometeu e foi bem no jogo. Mais seguro que Perone, apesar de também dar seus chutões.
  4. João Filipe: atuou muito bem, participando diretamente do segundo gol. Tem muito futuro e merece a titularidade.
  5. Toninho: voltou a atuar melhor e não comprometeu. Exerce certa liderança lá atrás.
  6. Anderson Pico: no primeiro tempo foi muito bem na marcação e no apoio. No segundo seu físico literalmente pesou e decaiu muito. Foi substituído pelo cansaço.
  7. Totó: criticado injustamente pelo gol contra, saiu lesionado cedo e ficou sem avaliação.
  8. Roger: finalmente posto onde rende mais, foi muito bem. Não só pelo gol, mas pela qualidade na saída de bola e marcação. Titular absoluto!
  9. Schwenck: muitos o criticaram, mas foram críticas injustas que devem ser proferidas ao técnico. Colocado para atuar fora de posição, sofreu na criação de jogadas mas fez o possível, sempre com muita raça.
  10. Alê: o pior do time, não por culpa só sua. Deslocado para a armação, função que fazia a muito tempo, não rendeu de novo. Espero que RF tenha notado que ali ele não faz nada.
  11. Rafael Coelho: espero que fique pelo menos até o final do ano por aqui. Marcou um golaço em uma jogada individual e mostrou que é uma realidade, muito criticado no início, agora é unânime.
  12. Clodoaldo: não rendeu nada, mas não por culpa sua. Foi o jogador mais criticado da partida, mas a torcida tem que analisar que Clodô é um centro-avante, de área, e precisa de alguém para trazer a bola até ele e não o contrário. Buscando bola foi uma nulidade, dentro da área, finalizando, joga bola!
  13. Juninho: o garoto da base entrou no lugar de Pico cansado. Não jogou muito bem, pareceu nervoso, e encontro um time desordenado em campo. Difícil avaliar.
  14. Paulinho: mostrou que merece ser titular, ao lado de Roger. Botou a cara a tapa, roubou bola e sempre tentou alguma coisa em um time nervoso, desestabilizado e sem criação. Conseguiu alguma coisa e tá pedindo espaço no time, talvez RF engula.

Robero Fernandes: novamente fez besteira. Para mim o treinador tem muito crédito ainda, tirou o time do fracasso do estadual onde perdia até para o Brusque, empatou com o Avaí em casa mercendo vencer, a mesma coisa com a Chapecoense, dois jogos muito difíceis. Mostrou ter muita qualidade e a duas semanas era praticamente unanimidade com vários jogos de invencibilidade e vencendo de goleada o Ipatinga que atualmente está vencendo todas. Depois destas duas últimas partidas as críticas foram imensas e alguns, mais emotivos, pediram sua cabeça. Vamos ter calma! Nessa partida RF realmente matou o setor criativo e inventou moda, agora vai ter tempo para pôr a cabeça no lugar e contra o Guarani é outra história. Todas suas invenções se mostraram ineficazes, creio que o mesmo notou pois não é cabeça dura e corrige seus erros, como a não utilização de Perone e Wellington, o retorno ao 3-5-2 entre outras coisas contra o Ceará. O time aos poucos está tomando uma cara e creio que RF alcançará o melhor para o Alvinegro.

O jogo de sábado passado, dia 23 de maio, mostrou que o caminho do Figueirense, que até então era tranquilo e de vitórias, não será um mar de rosas.

O alvinegro enfrentou, para mim, o melhor time da competição, a Portuguesa, que como afirmei no prognóstico alvinegro na semana passada. Claro que há times muito competitivos e que lutarão pelo título, como o tradicional Vasco da Gama, o emergente Atlético Goianiense, o já campeão brasileiro Guarani entre outras equipes.

Honrosamente e surpreendentemente, a Lusa segurou jogador cobiçadíssimos como o meia Edno, o jovem Fellype Gabriel, o zagueiro Bruno Rodrigo entre outros – veio para brigar pelo título e investiu bastante para isso. Não obstante, o Figueirense também é uma das equipes mais fortes da competição, estou certo disso. Elencos melhores que o nosso? Muito poucos, o do Vasco e talvez o da Ponte Preta.

O JOGO

O Figueirense começou a partida com o ímpeto de sempre e dominando a posse de bola. De início, digo os 15 primeiros minutos, parecia o jogo contra o ABC, com a diferença da qualidade da defesa da Portuguesa, com qualidade infinitamente superior à fragil nordestina. A Lusa tentava nos contra-ataques, até que, a habilidade de Christian, que jogou muita bola, fez a diferença e, em uma infelicidade, Totó empurrou contra a própria meta.

Roberto Fernandes insistiu com a formação 4-4-2, que nunca funcionou em suas mãos no alvinegro. Mudou totalmente o esquema tático, lançando 3 volantes a campo, sendo que o melhor deles, que mais sabe conduzir a bola ao ataque, estava recuado – Roger. O setor de criação, anteriormente conduzido pelas laterais, com Lucas e Pico e com o auxílio de Kássio, desta vez estava a cargo de Alê, que não correspondeu, e de Kássio, que até agora não dispontou e provou que não é o cara que resolve. Lucas fez muita falta.

Daí em diante a história mudou totalmente. Pela primeira vez o Figueirense iniciava uma partida perdendo na era Roberto Fernandes e a intranquilidade, comum no ano passado, veio novamente à tona. Totalmente desencontrado em campo, o Figueirense no primeiro tempo tentava manter um jogo parelho, a base da vontade. Tivemos apenas uma chance clara de gol, com Schwenck.

Com o segundo tempo a história ainda pirou. A Portuguesa voltou muito melhor a campo e ainda mais motivada. A formação que Roberto Fernandes pôs a campo, que já era ruim, ficou pior ao lançar o time totalmente para o ataque. Clodoaldo ficou isolado e teve que buscar a bola, o que não é a dele e foi criticado injustamente. RF tirou Kássio, o que achei um erro, e deu mais errado ainda pois Pedrinho isolou-se junto com os atacantes, sem buscar a bola. O time ficou com uma criação tão pífia e uma ligação defesa-ataque tão medonha que Roger, zagueiro (outro erro), foi quem criou o lance do gol de pênalti de Rafael Coelho.

PONTOS NEGATIVOS

  1. Roberto Fernandes mandou um time errado a campo. “Escangalhou o time” como afirmou Tainha. Mandou um 4-4-2 a campo, com Bruno Perone que jamais deu certo nesta formação, pois não tem qualidade de passe e acabava por dar chutões quando se sentia pressionado, ao não ter alguém para buscar a bola. Os laterais perderam sua força ofensiva com essa formação, além de tomar várias bolas nas costas, sobrecarregando Kássio que já provou não ser o cara para resolver sozinho, muito menos Alê.
  2. A total falta de criação do time. Como já falado, Roberto Fernandes acabou com a criação do time. Laterais improdutivos com a necessidade defensiva, pecando em ambas as coisas. Kássio improdutivo e sobrecarregado, Pedrinho ao entrar isolou-se. Ter que assistir os três atacantes buscando a bola, sem ter ninguém para alimentá-los, era doído. Os laterais não surtiram efeito, inclusive Wellington fez uma péssima partida.
  3. A impaciência que o time sofre com ao levar um gol. Como supracitado, pela primeira vez começamos uma partida perdendo e um desespero para empatar o jogo a qualquer custa assolou o time. Resultado? Chutões para frente (milhares de ligações diretas), pouco passe pensado e cadenciado.
  4. As ceras não punidas. Obviamente não foi um fator que decidiu a partida, mas que os jogadores da Lusa fizeram uma cera desgraçada durante toda a partida foi óbvio. O mais triste foi ver o goleiro adversário percorrer o campo todo para alongar um jogador caído no chão e não levar uma punição. Depois, ao levar o gol de pênalti, isolou a bola para fora do estádio e não foi sancionado. Para finalizar, terminou a partida com poucos acréscimos e antes do determinado, quando poderíamos empatar embalados pela torcida. Ainda sofreremos e muito com a arbitragem.

PONTOS POSITIVOS

  1. A torcida. A mobilização iniciada pela ABA e com participação da comunidade do orkut, organizadas, blogueiros e torcedores em geral foi magnífica. Foguetório aconteceu de maneira arrepiante, a chuva de papel higiênico, os cantos. Foi um verdadeiro espetáculo e só restou o time também corresponder.
  2. Ainda temos o artilheiro do time. Está complicado arranjar pontos positivos desta partida, mas com certeza o gol de pênalti de Rafael Coelho, que o deixou como artilheiro isolado da competição. Mas este mesmo pênalti também trouxe pontos negativos, como aquela infelicidade do Wellington querer bater e ainda discutir com o técnico.

ANÁLISE INDIVIDUAL

  1. Wilson: não comprometeu, mas não foi muito exigido nem fez milagres.
  2. Anderson Pico: desta vez não atuou tão bem. Ainda está devendo devido à sua capacidade, mas ainda tem que evoluir. Falhou em alguns lances bobos.
  3. Toninho: não fez uma partida tão segura e errou em alguns lances, todavia não comprometeu, mas pode fazer melhor.
  4. Bruno Perone: no lance do gol foi driblado, mas a culpa maior não foi sua e sim de Alê que tirou o pé no meio-campo. Entretanto, de vários chutões, alguns com motivo por estar pressionado e não ter a quem passar, e outros sem motivo tentando fazer a questionada ligação direta. Não tem futebol para ser titular.
  5. Roger: foi o melhor alvinegro em campo, embora colocado em uma posição que não rende tanto. Autor do lance do gol inteiro.
  6. Wellington: apesar de ser voluntarioso e não se esconder, peca por excesso. Tenta demais, erra lances bobos, além de levar muitas bolas nas costas. Precisa melhorar sua parte defensiva e ter a cabeça no lugar. No final ainda fez aquela besteira querendo bater o pênalti. Desastre.
  7. Luciano Totó: muito criticado por ter feito o gol contra, não achei que tenha estreado mal, mas acho que foi posto erroneamente em campo. Raçudo, roubou algumas bolas, mas pareceu sem ritmo de jogo.
  8. Alê: fez sua pior partida com a camisa do Figueirense. Trabalhando de uma maneira que não é dele, por culpa de Roberto Fernandes, deixou muito a desejar pela função criativa que deveria tomar.
  9. Schwenck: muito voluntarioso e raçudo, é criticado por tentar muito. Perdeu um gol, é verdade que poderia mudar o jogo, mas foi o melhor atacante em campo, não que isso seja alguma coisa.
  10. Kássio: muito sobrecarregado, não correspondeu de novo. Está muito claro que não é “o cara” da criação, que pode desequilibrar a partida. Precisa de alguém que decida ao seu lado, para, com uma proteção, poder fazer suas jogadas de efeito. Escondeu-se e apenas tocou bola de lado. Precisa melhorar muito.
  11. Rafael Coelho: o artilheiro deixou seu gol, mas não foi bem. Como todos os atacantes, foi prejudicado pela falta de criação de time e tinha que vir pegar a bola para tentar fazer algo e não surtiu efeito.
  12. Pedrinho: ao entrar, lançou-se ao ataque erroneamente. Com isso seu papel que seria criar alguma coisa no meio-campo foi totalmente ineficaz. Está com uma dívida gigante e precisa mostrar a que veio. Não pode se esconder, tem que buscar jogo.
  13. Clodoaldo: tentou muito e não conseguiu nada. A culpa não foi nada sua. Entrou numa fogueira em um time atabalhoado e desintrosado, sem criação alguma, com isso, sem ninguém para levar a bola para o ataque e servi-lo, foi uma nulidade. Por ser um centro-avante, de área, foi ainda mais prejudicado que os demais atacantes.
  14. Paulinho: um dos poucos atletas que atuaram bem. Estreando na fogueira, teve personalidade e ajeitou o time que estava sendo “comido vivo” e levava mil bolas nas costas. Com sua entrada balanceou a defesa e acertou bons passes. Ajudará muito.

Roberto Fernandes: pela primeira vez teria que criticá-lo. Não acertou em nada, em minha concepção. Entrou com uma formação errada, sobrecarregando Kássio que não atua desta maneira, além de anular o setor criativo que dependia demais das laterais. Alê foi posto como homem de criação, outro erro. Com dois zagueiros e sem o apoio dos laterais (ou um apoio desastrado) – haja ligação direta! Mudando o time, matou ainda mais a criação do time, os atacantes tinham que buscar a bola no meio. Se não tivesse inventado, mantendo a base do jogo passado, o resultado poderia ser diferente.

Depois de 7 anos na elite, o Figueirense voltou a atuar pela competição da Série B.

A TORCIDA

Até agora nada de novo, adversário que o Figueira enfrentou na Série A, no Scarpelli de sempre, só que com uma contundente diferença – o fator torcida que não tínhamos há alguns anos. Como falei no post passado, para alguma coisa deveria servir o rebaixamento e com certeza foi fazer com que a torcida antes acomodada apoiasse como há muito nao acontecia, além da aproximação diretoria-torcedor. O time recém-rebaixado, com uma chuva pesada, botou 6 mil torcedores no estádio. O rival, vivendo um período bom depois de mais de 10 anos na lama, botou míseros 9 mil torcedores – a grande maioria pela primeira vez assistia a um jogo de Série A – apenas 3 mil a mais, sendo as condições amplamente favoráveis.

O JOGO

O Figueirense começou a partida e ficou boa parte do primeiro tempo, quase em sua totalidade, apresentando um mal futebol. Talvez o fator estreia? Fato é que nenhum time, nem sequer os poderosos e favoritos Vasco da Gama e Portuguesa apresentaram um futebol convincente. Se formos pensar, o futebol mais convicente dessa primeira rodada foi o do maior time catarinense, apesar da fraca primeira etapa. O esquema 4-4-2 não dava certo, errando passes, com a chuva forte atrapalhando o andar da partida, o jogo foi difícil de se assistir. Davidson levava muitas bolas nas costas e não apresentava o bom futebol do início, quase foi expulso, Régis se machucou e o padrão do time teve que ser mudado. Quando o Ipatinga, sem ser muito eficiente, era melhor, em uma falha da defesa, o veloz Lucas apareceu e sofreu pênalti, Rafael Coelho bateu e o Figueira foi para o segundo tempo na vantagem. O gol foi essencial, assim como o treinador Roberto Fernandes com uma excelente leitura conseguiu, mexendo uns pauzinhos, mudar o time totalmente. O Figueirense retornou para o segundo tempo soberano, Lucas, na lateral, teve total liberdade com um esquem 3-5-2 para o proteger. Não demorou para, o melhor jogador da partida, marcar o seu. O jogo estava dominado, o Ipatinga batido, o Figueirense muito melhor e merecendo a vitória, até que em uma bela jogada Rafael deu números finais a partida.

PONTOS NEGATIVOS

  1. O esquema 4-4-2 não dá certo no Figueirense. Roberto Fernandes tem total preferência a este, todavia a partida só mudou os ares quando Lucas passou para a lateral direita e mais um zagueiro entrou em campo (João Filipe). Pelo menos o técnico admitiu que a mudança de esquema foi decisiva para a vitória. Esse esquema não deve ser visto como uma “retranca” como muitos pensam, pois com ele os laterais perdem a total depedência da parte defensiva, que ceifa o talento de Lucas (que atuava na meia no primeiro tempo) além do time perder um volante.
  2. O time demorou a entrar em campo. Talvez pode ser o fato estreia, como já falei, mas isso não pode ocorrer, aquele pênalti poderia ter sido tarde demais, assim como a reação espetacular do segundo tempo que foi muito boa, com o dedo do técnico!
  3. As lesões. Agora que o DM estava se esvaziando, Pedrinho e Régis voltam a integrá-lo. Régis é um bom zagueiro, experiente, todavia está com azar. Muitos criticaram a diretoria por sua contratação, não vejo desta maneira, haja vista que a sua lesão contra o Ipatinga foi no ligamento colateral e geralmente esta é oriunda de uma torção ou trauma direto, o jogador poderia estar muito bem fisicamente que nada impediria. Com Perone e Régis machucados, mal teremos peças de reposição caso o 3-5-2 seja usado. Se a lesão necessitar intervenção cirúrgica, Régis deve ficar mais dois meses afastado, esperamos que não! Além do zagueiro, Kássio, Rafael Coelho e Schwenck sentiram. Apenas Kássio demonstrou que sua situação é mais séria, acabou sendo substituído – caso tenha que ficar de fora de algumas partidas, sua falta será muito mais sentida pois não temos muitos meias em condições.

PONTOS POSITIVOS

  1. A raça do elenco alvinegro. Além da disposição no campo, com muita guerra e vibração, inclusive os reservas comemoraram cada gol com um entusiasmo de emocionar – Marcelo foi símbolo disso. Após o primeiro gol, Toninho e Dieyson ajoelhados no meio de campo abraçavam-se. Schwenck e Rafael Coelho, machucados e sentindo dores, correram a partida toda e, notadamente debilitados, não desistiram de nenhuma bola. Esse é o espírito para a Série B. No final da partida, todos os jogadores foram para o meio de campo, aplaudiram a torcida e comemoraram junto com ela – de arrepiar!
  2. A partida excepcional do lateral/meia Lucas. O garoto está quebrando tudo, com uma personalidade absurda, está mandando na criação do Figueirense, o que estávamos precisando desdo início do ano. Não tem medo de dividir, de partir para cima, mesmo com a chuva que atrapalhava sua atuação. A pesar de franzino, não costuma desistir em uma disputa de bola ombro-a-obro. O Figueirense fez muito bem em renovar o contrato do jogador por um bom tempo, aumentando sua rescisão contratual.
  3. Os contratados estão dando conta do recado. João Filipe, Toninho e Alê tiveram atuação destacada. Alê foi um dos melhores em campo, inclusive. Apenas Kássio não foi tão bem como na partida contra o Internacional, mas tem muito a mostrar ainda. Mostra que, neste ano, a diretoria está acertando nas contratações. Finalmente!
  4. A supracitada torcida alvinegra. Sem comentários! Já comentei a respeito, mas vale a pena reafirmar – foi de arrepiar. Nos últimos 10 minutos, inclusive o setor C vibrava e cantava junto com a Gaviões e Resistência Alvinegra os novos cantos: – como o entusiasmado “figueira, figueira eu amo você, figueira razão de viver, eu entrego minha vida a você” que o blog fez questão de divulgar antes da partida.

ANÁLISE INDIVIDUAL

  1. Wilson: não foi muito exigido, quando o Ipatinga era melhor fez uma bela defesa, mas em um momento também, ao tentar salvar uma bola, falhou e quase complicou o time. Mas, quem sou eu para criticá-lo – o verdadeiro melhor goleiro do Estado!
  2. Davidson: entrou nervoso pela estreia, levou bola nas costas, errou passes e fez muitas bobagens – surpreendeu negativamente devido às suas apresentações passadas. Espero que seja apenas uma noite ruim.
  3. Toninho: foi bem, mas não tanto quanto em sua estreia. Tem muito a ajudar o Figueirense e, com sua experiência, é titular com certeza do time. Começou meio inquieto, mas depois foi soberano, tirando bola com carrinhos incríveis.
  4. Régis: machucou-se cedo, infelizmente.
  5. Schmoller: é o patinho feio do time e o mais criticado pela torcida. Schmoller, obviamente não tem futebol para ser o titular do time, mas acho que faz bem seu papel de segundo reserva, atrás de Carlinhos. Tem qualidade no lançamento, é raçudo, mas precisa aprender a fazer um desarme, bate muito! Creio que boa parte das críticas ao seu futebol são derivadas da estigmatização anterior. Iniciou o lance do gol de Lucas, mas não foi bem, a pesar de não comprometer.
  6. Anderson Pico: é o lateral estilo Série B. Raçudo, forte fisicamente, com boa arrancada e muita disposição. Pico é um lateral muito bom, tem muito a crescer e evoluir tanto tática quanto fisicamente. Teve participação direta em dois lances que quase resultaram em gol.
  7. Lucas: sem comentários. O melhor da partida disparado, marcou um bol, sofreu o pênalti e infernizou o lado esquerdo da equipe adversária. O cara do Figueirense em 2009.
  8. Alê: muito bem. Roubou muitas bolas, deu carrinhos precisos, boas arrancadas e ótimos passes. Ele e Roger serão uma excelente dupla, uma das melhores da Série B. Superou totalmente minhas expectativas.
  9. Schwenck: resumindo, raça! Se não atuou muito bem, não teve muitas chances, compensou com muita luta, garra e guerra. Importante para o time, mesmo machucado não parou de correr um minuto, roubando bolas e iniciando a jogada do terceiro gol. Caso Clodoaldo realmente venha será uma luta muito sadia!
  10. Kássio: desta vez não apareceu muito. Fez uma boa partida contra o Inter, dando seu cartão de visitas, mas com a chuva seu talento de criação foi ceifado. Fiquei sabendo que ele é desta maneira, alterna atuações muito boas e outras com pouca aparição. Machucou-se no final, espero que não seja sério, precisamos muito dele!
  11. Rafael Coelho: para mim o terceiro melhor jogador da partida de sexta. Muito questionado, para mim é titular absoluto. Tem que se decidir quem jogará com ele! Dois gols, artilheiro da Série B. No final sentiu uma lesão e manteve-se em campo na raça, acabou fazendo gol em um belo lance.
  12. Dieyson: entrou bem e não comprometeu, promissor!
  13. João Filipe: muito bom zagueiro, pelo que conseguiu apresentar nestes dois jogos. Habilidoso, rápido, com bote preciso. Foi o melhor defensor da partida. Espero que seja titular.
  14. Jairo: não atuou por muito tempo, mas mesmo assim nem comprometeu e nem conseguiu criar algo. É reserva mesmo, mas vale lembrar que é muito novo ainda – pode evoluir!

Roberto Fernandes: um baita técnico. Fazia um bom tempo que não tínhamos um que dá padrão tático ao time. Apesar do time ter atuado mais na raça, na vontade, já mostrou que tem estrela e conhecimento no riscado. Está invicto desde que chegou. Com algumas alterações no esquema tático e nos jogadores, mudou a partida. Craque fora de campo!

Vale a pena dar uma olhada no site INfoesporte que tem sempre bons vídeos de coletivas:


Faça você também, torcedor, a sua análise!

Hoje, sexta-feira dia 8 de maio de 2008, o Figueirense faz seu primeiro jogo na Série B após 8 anos. Quem acha que isso poderia ser um desanimador para a fiel torcida alvinegra, está enganado.

O otimista fala que sempre deve-se tirar vantagens e proveitos de uma situação adversa. O torcedor alvinegro já notou que, pelo menos para essa situação, nossa queda foi proveitosa no que diz respeito ao comportamento do torcedor. A diretoria, que se manteve com uma triste separação com a torcida, reviu seus conceitos e está, mais do que nunca, abraçada à nação alvinegra em prol do objetivo comum e maior – retornar a Série A. Os torcedores estão pegando junto, a mobilização das organizadas, dos blogs, da comunidade do orkut, é notável. O torcedor está mais unido e arrisco dizer que, nesta sexta-feira, contra o Ipatinga, pela Série B, nossa nação estará até mais empolgada que a estreia pela Série A no Scarpelli no ano passado, contra o Coritiba.

Novos gritos surgiram fruto da motivação e integração pela parte da torcida alvinegra. Um deles é uma versão da música “Tudo que eu quero é você de volta” que logo estará no Scarpelli, com alusão a Serie A do brasileiro, outro canto é um nos moldes da música “quantalamera” que será cantado hoje, além da a sensação atual, que inclusive está no site oficial do mais vezes campeão:


Notícias

O Figueirense, para variar, não terá força máxima na batalha das 21 horas contra o Ipatinga. Desfalcado dos jogadores de meio-campo Pedrinho, Fernandes e Roger, suspenso pelo STJD por mais um jogo (além do que terá de cumprir na Copa do Brasil) pela expulsão que sofreu na última partida oficial do Figueirense contra a Ponte Pronte, o primeiro volante reserva – Carlinhos – também está fora da partida devido a um desconforto muscular na terça-feira, nada muito grave, e deve voltar para a próxima partida. Todavia, creio que é a menor lotação do DM nos últimos meses.

Roger, que considero o principal jogador alvinegro na linha, fará grande falta, pois era ele aquele jogador de qualidade que sabe sair jogando com a bola dominada e que também faz bem a proteção e roubadas de bola na frente da área, além de bater bem para o gol. Para sua posição dois jogador disputavam a titularidade: Rômulo e Schmoller.

Schmoller deve ser o escolhido seja qual for a escalação adotada. No 4-4-2 será o primeiro volante, no 3-5-2 será um líbero. Alê é titular absoluto. Roberto Fernandes deposita muita confiança no volante e admitiu que ultimamente o mesmo fez partidas irregulares, mas fez questão de tranqüilizar a torcida, dizendo que acredita que o prata da casa fará uma boa partida.

Vale a pena dar uma olhada no site INfoesporte que tem sempre bons vídeos de coletivas:

O Ipatinga foi campeão mineiro da segunda divisão e está com uma campanha invejável neste início do ano. Obviamente que não há muito créditos nisso, haja vista a qualidade dos seus adversários. Todavia a motivação e confiança de um time que vai bem sempre preocupa. O tigre mineiro é um que dará trabalho na Série B – firmou um acordo com o campeão mineiro Cruzeiro que cederá boas peças, como provavelmente o talentoso Camilo, e aí passará a brigar pelo acesso. Temos que aproveitar que estes jgoadores ainda não vieram. O Tigre já fez várias contratações, cerca de uma dezena, entre elas o bom nome do atacante Marcelo Ramos, elogiado por Fernandes. O ofensivo estreará hoje, juntamente com mais 4 atletas. Essa é a oportunidade do Figueirense ir para cima e aproveitar-se da situação adversa de falta de introsamento do advervsário e garantir os três pontos.

De novidades do alvinegro tempos a presença dos recém-contratados Kássio e João Filipe no BID de terça, que só foi ser atualizado no site na data de hoje. Kássio foi confirmado como emprésimo até o final do ano, enquanto o zagueiro revelação do carioca foi contratado até o último dia do ano de 2010.

Ricardinho voltou a estar a disposição de Roberto Fernandes, pois terminou a recuperação de um estiramento muscular na coxa esquerda e Rômulo, muito tempo afastado, pode voltar a atuar.

Dieyson, principal revelação da base deste ano, teve seu contrato renovado nesta quinta-feira, para o dia 30 de março de 2012.

Roberto Fernandes afirmou também que o jovem Lucas só atuará na lateral com 3-5-2, no 4-4-2 sua posição na meia é cativa. Fundamentou que Lucas é muito bom no apoio e como lateral no 4-4-2 sua principal qualidade será talhada. Também deixou claro que com 3-5-2 só utilizará um volante, não deixará de utilizar dois meias e dois atacantes.

A torcida está confiante e motivada, creio que apoio, gritos, mobilização e força de vontade não faltará a torcida alvinegra. Eu, como blogueiro do Figueirense, faço um pedido: vá ao estádio, prestigie seu time, grite, pule, cante em prol do alvinegro! vá para as organizadas, convide um amigo para ir também! Vamos juntos botar o Figueirense de voltar no lugar que é dele!

PRA CIMA FIGUEIRA!

ps: Juntamente com o blog Furacão Alvinegro, Meu Figueira e do Tainha, o Sangue Preto e Branco adere à campanha Pra cima Figueira! Logo teremos um post a respeito deste assunto!

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