Lamentável a choradeira avaiana e a conivência da imprensa da capital, além da cara-de-pau de alguns a respeito do clássico.

O lance do rojão lançado a campo, sim, paralisou o jogo por cerca de 30/40 segundos, o suficiente para acrescentar um minuto ao acréscimo já pequeno, devido às várias quedas e confusões durante o jogo, de 3 minutos. Portanto, tal fato dos acréscimos foi coerente da parte do árbitro. FATO.

A respeito das expulsões, concordo, errou para ambos os lados, Jeovânio sim merecia ser expulso, assim como Rafael quando parou um contra-ataque de Lucas e nada ocorreu além da falta. Já para os lances dos pênaltis, considero pênalti o lance que João Paulo freou a passagem de Émerson Nunes, mas a grande maioria dos árbitros não marcam e foi um lance bem duvidoso, assim como o lance em que puxaram a camisa do Firmino, esgaçando-a, que carece da mesma explicação. FATO.

Reclamam também do gol anulado do Sávio. Neste ponto não consiste mais em parcialidade, mas sim em falta de conhecimento de regras. No momento em que o meia avaiano passa a bola, que muda de rumo ao desviar no jogador alvinegro, isso basta para ocorrer a infração, Sávio está impedido. É nesse momento que tal fato deve ser analisado. Ou seja? A regra é clara, parafraseando Arnaldo Cézar Coelho – IMPEDIMENTO CORRETO. FATO, de novo.

Por fim, caso tenha sido falta do Wilson, ao pular na bola no gol do Figueirense, também foi falta de Émerson que se apoiou, juntamente de outro atleta avaiano, no Jeovânio no gol de Rafael. Com uma diferença que Wilson não tocou na bola, já Émerson particiou diretamente com a assistência. As duas infrações são parecidas e não é comum os árbitros assinalarem, portanto não vamos ter dois pesos com medidas diferentes.

Mudando um pouco de assunto, os avaianos zombam que os alvinegros estão comemorando um empate como se fosse um título. Vale lembrar que no primeiro turno não foram os alvinegros que cantaram até créu e soltaram foguetes com um empate de pênalti no último lance em um jogo onde os azuis foram massacrados, diferente do jogo mordido e disputado do clássico desta quarta-feira. Dois pesos duas medidas de novo?

Falam também que nós não ganhamos dos mesmos há anos, lembrando que no mesmo ano da última vitória avaiana, por 2×0 (após não vencerem no Scarpelli por 20 anos) o Figueirense, costumeiramente, venceu na Ressacada (tem mais vitórias que o rival no estádio) por TRÊS a zero, com direito a gol no escuro após os mesmos apagarem os refletores tentando evitar o último gol. Se dizem o time superior por estarem na Série A, entretando isso nunca se mostrou em campo, jamais venceram o Figueirense nessa condição, ao contrário da supremacia alvinegra na época que estava “por cima” onde, por exemplo, sofreram com cinco anos de jejum de vitórias entre 2000 a 2005, sendo que o Figueira venceu 7 dos 12 jogos disputados nestes anos. Nos últimos 20 anos, só para constar, foram 12 vitórias azulejentas contra 28 do rival, mais que o dobro – quem não vence quem?

Vamos tentar (avaianos e imprensa azul em geral) sermos um pouco mais imparciais e coerentes como foi o comentário do Paulo Branchi, no pós-jogo de ontem e até o de Semensati, no Esporte Espetacular. Parabéns para eles.

Anúncios