Firmino está envolvido na negociação

Resumo da Situação

Resumindo toda a situação que vem conturbando a já turbulenta situação de bastidores alvinegra, venderam parte dos direitos econômicos de seis jogadores jovens do Figueira em maio de 2009, perto de quando a Brazil Soccer entrou em jogo no alvinegro. Alguns destes, inclusive, o Figueirense nunca possuiu 100% dos direitos, como Lucas que ao chegar aqui só tínhamos 50%, o resto era de agentes.

Foi uma aposta do Uram em alguns jogadores jovens do clube, alguns poderiam dar certo, outros não. Segundo o Presidente Interno do Figueirense, Carlos Aragão, processo que ocorre no país todo para com vários times, inclusive no Figueirense sempre ocorreu e muitos jogadores não dão em nada apesar da aposta de empresários.

Segundo ele, foram feitas tais vendas em 2009 para quitar algumas pendências financeiras que a FPSA precisava quitar até 22 de março deste ano (data da transição): “o clube precisa de dinheiro, vem a categoria de base e os investidores vão lá e investem em quatro cinco jogadores, alguns viram revelações e outros nem jogam mais e são investimentos perdidos” e “foram vendidos pelo preço de mercado da época e não dados”.

Então no contrato tinha uma cláusula de opção de compra total dos direitos econômicos em até um ano (maio de 2010) e assim ocorreu pois, apesar de uma aposta do Uram, agora está dando certo e ele, no direito, contratou de tal forma, a totalidade dos direitos econômicos.

Os jogadores são: Lucas, Roberto Firmino, Alexandre, Maicon Talhetti e dois jogadores que nem estão mais no clube, caso de Bruno Perone e mais um que também não está no clube. Talvez Jean Deretti esteja envolvido.

O Figueirense não tem mais nada de direitos econômicos, apenas o federativo devido ao empréstimo do Tombense (que nada mais é que um time do empresário para poder registrar seus atletas) ao Figueira. Lucas tem contrato apenas até final do ano, Firmino já até 2012. O Meu Figueira resgatou bem a diferença entre os dois, mas trocando em miúdos – temos apenas o vínculo do jogador ter de atuar aqui até determinada data, como qualquer outro empréstimo da Brazil Soccer conosco, como por exemplo, o de William e João Paulo. Direito federativo nada mais é que vínculo trabalhista e o atleta poderá a qualquer momento rescindir seu contrato de trabalho, desde que pague uma multa previamente prevista no referido contrato.

A única forma do alvinegro lucrar, portanto, com futuras vendas destes jogadores é caso o contrato de empréstimo seja rescindido, ou seja, Lucas saia até final do ano (não deve acontecer), Firmino até 2012 (lembrando que seu vínculo já tinha acabado com o clube no momento da negociação no ano passado e, após tal movimentação, irá até 2012) e assim a cada caso, dependendo de até quando o empréstimo vá. O valor da multa é livremente estabelecido pelo clube com o atleta, até o limite máximo de cem vezes o montante da remuneração atual do jogador. Portanto, para onde o empresário quiser levar cada jogador, é só pagar a multa rescisória e deu, não temos escolha.

Segundo o Conselho Deliberativo, além dos jogadores citados, a maior revelação alvinegra da base entre os jogadores mais jovens e menores de 18 anos, Jean Deretti, que o blog já vem afirmando a algum tempo sua qualidade, também está envolvido na situação, o que reduz ainda mais o valor médio de cada jogador envolvido em uma negociação que gerou apenas 3 milhões de reais.

Para finalizar, consoante Eduardo Uram, devido a toda a relação que a Brazil Soccer tem, nenhum jogador sai do clube enquanto tiver contrato: “são jogadores que vão continuar no Figueirense, independente do interesse de outros clubes e do mercado que eles possam ter”.


Opinião

Este texto é apenas um resumo da situação, para explicar ao torcedor alvinegro o que está acontecendo nos bastidores com as vendas das maiores promessas alvinegras dos últimos anos à Brazil Soccer e seu posterior empréstimo ao Figueirense.

Com um comentário crítico do blog, consideramos um verdadeiro tiro no pé, afinal no momento em que foram feitas as negociações, em maio de 2009, Lucas já havia provado seu valor durante o returno do estadual, Firmino já havia sido o maior destaque alvinegro na Copa São Paulo apesar da pouca idade e dispertara interesse de grandes clubes como o Olympique, sem contar a esperança que se tinha no futebol de Talhetti. Três milhões apenas pelos direitos econômicos destes jogadores, ainda somando todos os outros incluídos na negociação? A preço de banana e discordo do que afirmou Aragão: “vendidos ao preço do mercado da época”.

Talvez Jean Deretti, grande destaque da base alvinegra, também esteja negociado. Somando a maior revelação da base deste ano, Roberto Firmino, e maior revelação que despontou ano passado, Lucas, e um dos maiores destaques da Copa São Paulo de 2008, Talhetti, vemos uma debandada geral dos maiores valores de nossa base. Com certeza o tiro dado por Eduardo Uram, que poderia ser no escuro como dito por Aragão, nem sequer na penumbra foi e sim foi muito claro e provavelmente teve grande “clareada” de profissionais do clube que sabiam do seu valor e que, com certeza, era maior do que o negociado.

Por fim, apenas lanço duas pergunta feita por Ney Pacheco em seu blog e a declaração do Conselho Deliberativo acerca do assunto, que caem muito bem na situação:

Ney Pacheco

  1. Por que negociaram o pacotaço todo por essa micharia se só Lucas tinha uma cláusula de rescisão de R$ 13 milhões?
  2. É assim que a gestão inovadora, profissional e vencedora da Participações faz negócios? Vendendo jogador a preço de banana para tapar rombo no orçamento causado por ela mesma?

Conselho Deliberativo

As cláusulas penais apenas de Lucas, Firmino, Talheti, Jean e Alexandre somam mais de R$ 26 milhões (vinte e seis milhões de reais).  Por elas, a gestora teria direitos de mais de R$ 13 milhões (treze milhões de reais) sobre esse montante. E o Clube, com os 20% sobre os resultados da gestora, teria direito a um montante em torno de R$ 2,7 milhões (dois milhões e setecentos mil reais).  Isso considerando apenas as cláusulas penais, ou seja, sem contar a valorização dos referidos atletas, o que era algo iminente e bastante provável.

Na atual operação, realizada por menos de R$ 3 milhões (!!!!!), no entanto, o Clube terá direito a menos de R$ 600 mil,  segundo os dados e documentos que nos chegaram no dia de ontem. Isso sem contar, como dito, os possíveis “outros” negócios realizados.

FORÇA FIGUEIRA!

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